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Punhado

PUNHADO


Daniel FV (21/02/2015)


A memória aos poucos se esvai
Levando um punhado de mim
Entre titubeios, meu pai
A leva aos poucos enfim

Da impavidez de outrora
Resta apenas tormento
E o suspiro que aflora
Não traz nenhum livramento

Os olhos antes de fera
Agora posam serenos
Na soledade da era
De tempos nem tão amenos

Mas sim de almas em brumas
Que se quiseram em vida
E sem deixar coisa alguma
Deixaram-na, tão sofrida

Não culpo os desencarnados
Pois eu também os queria
E peço, ó pai sagrado
Que descansem em harmonia




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Um comentário:

Zenólia disse...

Olá, Daniel! Eu tenho usado pouco o FB e notei que vc encerrou sua conta. Mas adoraria continuar em contato com você por e-mail
Quanto ao poema, gostei muito dele. Tenho escrito mas as coisas andam tão caóticas em casa, com um adoecendo depois do outro e dentro de mim, que nem tempo pra cuidar do meu blog e postar, estou tendo.
Abraços mil!!!